A verdade inconveniente sobre a indústria pornográfica

quarta-feira, 1 de junho de 2016

A pornografia, vista como atividade normal e parte da sexualidade moderna, figura com mais precisão no campo dos vícios. De fato, a mente de um adepto do uso de pornografia funciona de modo praticamente idêntico à de um usuário de drogas. Os efeitos da pornografia são individuais (mudanças no funcionamento cerebral, nos estímulos sexuais, na mente e no comportamento) e sociais (exploração, abuso, estupro, violência, pedofilia, zoofilia e outras parafilias afins, tráfico humano e trabalho escravo).

Aqui serão abordados seus principais aspectos, causas e consequências pessoais, emocionais, cerebrais, comportamentais, sociais, econômicas, morais e humanas.


A pornografia altera a mente 

Como qualquer substância viciante, a pornografia inunda o cérebro com dopamina[1]. E, como qualquer outra droga, o cérebro exige doses cada vez maiores para atingir os mesmos efeitos. Logo, o consumo de pornografia aumenta constantemente, e as sensações de prazer são reduzidas, exigindo cada vez mais material e tempo. A facilidade de acesso à droga (à pornografia) através da internet cria a ilusão de saciedade e de rapidez para o preenchimento das lacunas de prazer. Isso faz com que, diferentemente daquilo que ocorre com outras substâncias viciantes, o usuário de material pornográfico não encare a situação como um estágio de dependência química.

A capacidade (e a quantidade) dos neurotransmissores é reduzida continuamente[2]. Atividades simples que antes seriam suficientes para satisfazer a necessidade de dopamina no cérebro passam a ser insuficientes. Os viciados em pornografia precisam buscar novos materiais, cada vez mais abusivos, cada vez mais agressivos e explícitos. O vício danifica áreas cerebrais responsáveis pela análise e tomada de decisões importantes (o lóbulo frontal, responsável pela solução de problemas), já que a pornografia "reprograma" o cérebro para necessidades de curto prazo (masturbação, ejaculação, orgasmos cada vez mais rápidos e mais fracos). 

Dessa forma, a pornografia altera a própria estrutura cerebral e reconfigura as áreas responsáveis pela recepção, controle e processamento de prazer. Quanto mais pornografia o viciado usa, mais o lóbulo frontal é danificado e mais comprometida é a capacidade de estimular as áreas cerebrais responsáveis pelo prazer, o que exige níveis cada vez maiores de dopamina[3]. A boa notícia é que, como em qualquer vício, os danos podem ser "desfeitos" ou no mínimo reduzidos, conforme o viciado abandona o uso da pornografia. As áreas anteriormente danificadas se regeneram para grande parte daquilo que eram originalmente.

A pornografia deteriora sua vida sexual

A facilidade de acesso ao conteúdo pornográfico dá a impressão de normalidade, abertura, melhor entendimento do sexo e, por isso, de um melhor desempenho sexual e uma vida sexualmente ativa mais satisfatória[4]. Porém, o vício em pornografia pode piorar a vida sexual e, até mesmo, conduzir à total ausência dela.
Trinta anos atrás, os homens desenvolviam disfunção erétil na velhice, geralmente após os 40 anos[5], quando a circulação sanguínea se deteriora, tornando difícil manter uma ereção. Isso foi antes de a pornografia se tornar massiva. Hoje, a disfunção erétil atinge muitos homens de 20 anos, ou seja, é um problema que afeta homens cada vez mais novos. 
O problema não está no órgão sexual, e sim no cérebro. Acostumado à pornografia e condicionado a ela como forma de obter prazer e liberar ocitocina, o cérebro de um viciado acaba perdendo a capacidade de se estimular sexualmente através de reações químicas desencadeadas pelo toque, cheiro, audição e pelo corpo real de uma mulher. Dessa forma, o usuário de pornografia viciado é condicionado a obter prazer numa sala, sozinho, na frente de um computador, e não acompanhado de outra pessoa[6].
Evidências sugerem crescentemente que a disfunção erétil e outras anomalias no desempenho sexual masculino podem ser efeitos colaterais da fascinação do homem pela pornografia, e isto ainda pode estar se tornando o mais comum problema da saúde masculina.

Uma pesquisa com mais de 28.000 homens italianos descobriu que o consumo excessivo de pornografia, começando aos 14 anos, e o consumo diário entre o início e meados dos 20 anos, insensibiliza os homens para até as mais violentas imagens. De acordo com o chefe da Sociedade Italiana de Andrologia e Medicina da Sexualidade (SIAMS), isto pode causar disfunções sexuais masculinas pela diminuição de libido e eventualmente levando à inabilidade para a ereção.

Viciados em pornografia, acostumados aos padrões mostrados nas cenas dos materiais que consomem, perdem a capacidade de atração sexual por suas parceiras de carne e osso. "Devido à pornografia disponível na internet, nós estamos descobrindo que este tipo de disfunção sexual é uma entidade real", diz David B. Samadi, doutor em Medicina, presidente do departamento de urologia e chefe de cirurgia robótica no Hospital de Lenox Hill, em Nova Iórque. "É um problema no cérebro, não no pênis.". Até certo ponto, disfunção erétil relacionada à pornografia pode afetar qualquer um, mas Dr. Samadi diz que lhe parece mais propenso entre homens jovens que estão em sua adolescência ou no início dos 20 anos.

Johns Hopkins Bloomberg, da Escola de Saúde Pública de Baltimore, descobriu que cerca de 18 milhões de americanos possuem disfunção erétil, significando que eles são incapazes de obter e manter uma ereção suficiente para a relação sexual. O problema pode ser físico, em relação ao bloqueio de sangue para o pênis; psicológico, ou uma combinação.

"Na maioria das vezes, doenças crônicas, como doenças cardíacas e diabetes, contribuem para a disfunção erétil; mas na minha prática particular, eu diria que 15 a 20 por cento das disfunções eréteis que eu vi estavam relacionadas ao consumo de pornografia. O uso contínuo de pornografia causa uma mudança nas químicas cerebrais que contribuem para disfunção erétil", diz Muhammed Mirza, doutorado em Medicina, internista em Nova Jersey e fundador da ErectileDoctor.com.

Como saber se você tem risco de obter uma disfunção erétil relacionada à pornografia? Não é necessariamente quanta pornografia a pessoa assiste. O tipo pode ter também um papel, diz Samadi. Diferente das imagens pornográficas "softcore" (“brandas”), pornografia online é geralmente mais visual e retrata comportamentos bizarros, depravados e violentos. Também está disponível 24 horas.

A pornografia leva a expectativas falsas que insensibilizam a pessoa para o sexo. Samadi comparou o fenômeno com o que ocorre quando alguém consome consistentemente mais e mais álcool. Eventualmente, a pessoa tem mais dificuldade em se sentir embriagada. O mesmo ocorre com a pornografia e a performance sexual. "Você precisa de mais e mais estímulos já que você criou uma certa resistência, e então surge a possibilidade com a sua esposa ou parceira, e você não é mais capaz de fazê-lo. Se você assistir qualquer imagem de um vídeo pornográfico, elas são ampliadas. Não é assim que uma anatomia normal age. Ninguém pode seguir com isto por horas", ele diz.
"É muito diferente da vida real", diz Nicole Sachs, Assistente Social Clínica Licenciada, assistente social em Rehoboth, Delaware, e autora de "The Meaning of Truth.". “As imagens irreais encontradas na pornografia podem levar o homem ou a mulher a se sentirem autoconscientes, o que poderia levar a problemas funcionais e com a intimidade. O sexo na pornografia ou mesmo na prostituição é rápido, fácil e impessoal. Mas a intimidade é difícil e pode se tornar embaraçosa", ela diz.


A exploração da mulher na indústria pornográfica

Shelley Lubben é uma ex-atriz pornô americana e está entre as principais lideranças antipornografia da atualidade. Ela é fundadora da “Pink Cross Foundation”, uma organização de caridade pública, dedicada a conceder auxílio emocional e financeiro aos que trabalham na indústria pornográfica. Segundo a organização, esta indústria detém os seguintes números:
- 70 estrelas pornôs cometeram suicídio.
- O principal meio de suicídio entre elas é o enforcamento.
- A expectativa de vida de uma estrela pornô é de 36,2 anos.
- 38 casos de mortes por drogas entre estrelas pornôs desde 2003.
- 52 suicídios entre estrelas pornôs desde 2000.
- A obtenção de clamídia e gonorreia é 10 vezes maior entre os empregados no ramo do que entre pessoas do município de Los Angeles, entre seus 20-24 anos.
- 2.396 casos de clamídia e 1.389 casos de gonorreia reportados entre os atuantes, desde 2004.
- 31 casos de HIV reportados entre estrelas pornôs desde 2003.
- Performances pornográficas tem uma chance 20% maior de infecção do que entre o público geral (2,4%).
- 130 profissionais, entre heterossexuais e gays, morreram de AIDS.
- 514 estrelas pornôs morreram de AIDS, drogas, homicídio, suicídio e outras mortes prematuras.
- Uma recente análise dos 50 filmes pornográficos mais vendidos revela que, entre todas as cenas: 48% de 304 cenas contêm agressões verbais, enquanto mais de 88% contêm agressões físicas[7].
- nestas cenas, 94% dos atos de agressão são cometidos contra mulheres.
- A cada segundo: $3,075.64 são gastos em pornografia. 28,258 pessoas estão vendo pornografia e 372 estão procurando por algum tipo de conteúdo pornográfico.
- 9 entre 10 dos jovens do sexo masculino e aproximadamente um terço das jovens do sexo feminino consomem pornografia.
- 70% das doenças sexualmente transmissíveis na indústria pornô ocorrem nas mulheres, segundo os dados de saúde pública do município de Los Angeles.
- Dos 1351 pastores entrevistados, 54% assistiu pornografia online no ano passado.
- A receita mundial da indústria pornográfica em 2006 foi de $97,06 bilhões, dos quais aproximadamente $13 bilhões foram nos Estados Unidos.
- Existem 4.2 milhões de sites pornográficos, 420 milhões de páginas pornográficas e 66 milhões de pesquisas diárias em mecanismos de busca.

A pornografia destrói casamentos e famílias

Separações motivadas por uso de pornografia não são raras. Ela atua como instrumento de instabilidade para casais, diminuição da vida sexual e distanciamento entre os membros da família.
- No encontro de 2003 da American Academy of Matrimonial Lawyers (Academia Americana de Advogados Matrimoniais), em uma coleta de dados feita entre os advogados especializados em divórcio da nação, os participantes revelaram que 58% de seus divórcios foram resultado do acesso excessivo por uma das partes à pornografia online.

A indústria pornográfica tem dimensões gigantescas

A indústria pornográfica é uma superestrutura gigantesca[8]. A estimativa é que há 4.2 milhões de sites pornográficos - 12% de todos os sites existentes -, permitindo o acesso de 72 milhões de visitantes pelo mundo afora mensalmente. Um quarto de todas as pesquisas diárias, isto é, 68 milhões, é por material pornográfico, onde 40 milhões dos americanos são visitantes regulares.
- Chatsworth, Califórnia, produz 85% de todo o conteúdo pornográfico mundial. Todas as maiores agências de “talentos femininos” estão localizadas em Chatsworth ou em suas proximidades. As atrizes são levadas para Chatsworth para trabalharem em pornografia. Todos os maiores “talentos masculinos” mundiais moram ou viajam para Chatsworth para contracenar. Quase todas as maiores e menores companhias de produção de DVDs com conteúdo pornográfico estão localizadas na região de Chatsworth.
- Esta indústria norte-americana produz cerca de 4.000 a 11.000 filmes por ano e ganha a estimativa de $9-13 bilhões em sua receita bruta anual. Em torno de 200 companhias de produção prostituem cerca de 1.200 a 1.500 atores. Os atores ganham tipicamente entre $400 a $1.000 dólares por cena e não são compensados na base da distribuição ou da venda.
- A indústria do sexo (Não só a de produção de filmes, porque tudo está ligado) lucra mais que Hollywood; NFL (The Nation Football League), NBA (The Nation Basketball Association) e MLB (The Major League Baseball) JUNTAS; NBC, CBS e ABC JUNTAS; companhias de alta tecnologia como Google, Microsoft, Yahoo, Apple, Netflix, EBay e Amazon JUNTAS[9].

A indústria da pornografia se alimenta da pedofilia

- Mais de 11 milhões de adolescentes assistem pornografia online regularmente.
- De todos os domínios online de abuso infantil, 58% estão hospedados nos Estados Unidos.
- A pornografia infantil é um dos negócios que mais aumentam pela internet, sendo que o conteúdo está ficando cada vez pior. Em 2008, a Internet Watch Foundation encontrou mais de 1.536 domínios individuais de abuso infantil.
- O maior grupo que assiste pornografia online tem entre 12 a 17 anos [10].
- Não é raro que atores pornôs relacionem sua entrada na indústria a abuso sexual sofrido na infância.

A indústria da pornografia e a insensibilidade


O vício em pornografia tem como consequências[11]:

- Demonstrar menor empatia por vítimas de estupro;

- Ter tendência a um crescente comportamento agressivo;

- Acreditar que mulheres vestidas provocativamente estão abertas para o estupro;

- Demonstrar agressividade contra mulheres que flertam e então se recusam ao sexo;
- Demonstrar um crescente desinteresse sexual por suas esposas e namoradas;
- Demonstrar um maior interesse em coagir parceiros a atos sexuais indesejáveis.


Sobre a violência durante as filmagens:

- Apenas 9,9% das cenas mais vendidas possuem algum tipo de comportamento como beijo, riso, acariciamento ou elogio;

- Tapas ocorrem em cerca de  41.1% das cenas;

- Aproximadamente 20% de todo o conteúdo pornográfico na internet trata-se de abuso sexual infantil.


Sobre a insensibilização do consumidor, o seguinte texto também explica como, através da pornografia, o homem fica apático às relações sexuais casuais, levando-o até à impotência: http://www.everydayhealth.com/news/erection-problems-this-habit-may-why/ (Em inglês)
Um outro vídeo interessante sobre a insensibilização pela pornografia, legendado em português:
https://www.youtube.com/watch?v=BMgAJwc7ocE

Sobre Linda Lovelace, o site de onde copio este texto estará logo a seguir:

Pornografia: depressão, suicídio, abuso físicos e psicológicos, estupros e ameaças

“Em respostas às sugestões deles, eu o informei que não me envolveria em prostituição de forma alguma e o avisei que queria ir embora. [Traynor] me batia e o abuso psicológico começou também. Eu literalmente me tornei uma prisioneira. Eu não era autorizada a sair de sua vista, nem mesmo pra ir ao banheiro, onde ele me assistia pelo buraco na porta. Ele dormia em cima de mim à noite, ele ouvia meus telefonemas com uma calibre 45 apontada pra mim. Eu apanhava e sofria abuso psicológico todo e cada dia. Ele cortou minhas ligações com outras pessoas e me forçou a casar com ele, aconselhado pelo seu advogado.”
Aqui ela fala da primeira experiência na pornografia:
“Minha iniciação na prostituição foi um estupro grupal de cinco homens, arranjado pelo Sr. Traynor. Foi um ponto determinante na minha vida. Ele ameaçou atirar em mim se eu não continuasse. Eu nunca tinha experimentado sexo anal antes e isso me partiu ao meio. Eles me trataram como uma boneca inflável, me pegando e me colocando aqui e ali. Abrindo minhas pernas assim ou assado, enfiando suas coisas em mim e dentro de mim, brincando de dança das cadeiras com as partes do meu corpo. Eu nunca me senti tão assustada e desgraçada e humilhada na minha vida. Eu me senti como lixo. Me envolvi em atos sexuais de pornografia contra a minha vontade pra evitar ser morta. As vidas de meus familiares foram ameaçadas.”
Agora, o que a maioria das pessoas não sabem e que é, possivelmente, a pior coisa que Lovelace presenciou. Por um vislumbre de horror, há um vídeo que ela se recusou a reconhecer que participou nele de qualquer forma, até que uma cópia vazou e a prova conclusiva foi dada.
É chamado “Cachorro Comedor” e é, provavelmente, auto-explicativo. Linda Lovelace é forçada a ser penetrada por um cachorro, em frente à câmera, contra sua vontade. Ela foi forçada a gravar depois de seu marido/agente/abusador/estuprador apontar uma arma em sua cabeça e lhe dar duas opções: gravar o filme ou comer uma bala. Eu não vou entrar em mais detalhes, isso é suficiente pra dizer o tipo de abuso que tem sido grande parcela da pornografia desde sua inserção moderna, nos anos 70."

Sobre a forma como as atrizes são coagidas a entrar para essa indústria, de uma forma ou de outra, fica o exemplo de Sasha Grey. Dizia-se que ela teve uma vida mansa durante sua vida na indústria, não sofrendo o que foi denunciado aqui; porém, parece que a história é bem diferente (lê-se pior) do que seus fãs fazem parecer. Traduzi a seguinte notícia do inglês.
"Sasha Grey diz que ela foi "atraída" [Estas aspas são por minha conta] para a pornografia pelo seu violento e abusivo ex-namorado - que a convenceu de que ele era um espião militar que precisava de "cobertura"... E agora ela tem medo de que ele possa voltar para machucá-la.
Grey diz em novos documentos judiciais que Ian Cinnamon a submeteu a anos de abuso e agressões sexuais - iniciadas em 2005, quando ela tinha 16 e ele tinha 29 anos.
Grey diz que foi Cinnamon quem a convenceu a se tornar uma estrela pornô, dizendo que ele era um agente secreto e que ela seria uma ótima cobertura para ele. E foi assim: ele a convenceu de que trabalhava para DIA (Defense Intelligence Agency).
Grey diz que Cinnamon se tornou fisicamente abusivo. Em uma ocasião, ela disse que ele havia se esquecido de checar os testes de DSTs de um dos seus contracenantes, e ele ficou furioso, lançando objetos da casa contra ela.
Grey diz que ela terminou o relacionamento em 2012 [Ela saiu do cinema pornô em 2011] e ele recentemente começou a enviar-lhe inúmeras mensagens com ameaças - algumas com imagens de pistolas.
Um juiz concordou que Cinnamon era uma ameaça e o ordenou que mantivesse uma distância de 182,88 metros (200 jardas) dela.

Indústria pornográfica: um inimigo a se combater

A pornografia destrói o modo natural com o qual os seres humanos se relacionam com suas próprias sexualidades, desintegra relações com seus parceiros e a capacidade de sociabilização e criação de relacionamentos saudáveis. Separa e afasta membros da família, causa divórcios e crises domésticas. Expõe crianças, além de utilizar-se delas, dando grande abertura à exploração sexual infantil. Beneficia-se do tráfico humano, movimenta milhões do tráfico de drogas. 
A indústria pornográfica é um mal a ser combatido. Encarar esse fato sob o prisma de mera "reação moralista" é negligenciar toda a gama de fatos abordados e expostos aqui e em inúmeras outras fontes. Pornografia deve ser combatida como qualquer outro vício. E, embora muitos possam dizer que a utilizam e não sofrem dos prejuízos e problemas aqui citados, seus exemplos individuais não refutam uma realidade de milhões.
Para aqueles interessados em superar o vício na pornografia, acessem este site (totalmente gratuito e em português): Como parar o Vício em Pornografia

Referências

* Para melhor compreensão do leitor, as referências foram traduzidas para este texto (títulos dos estudos, das instituições, títulos dos periódicos e revistas, etc.)

[1] Hilton, D. L. (2013). Vício em Pornografia—Um Estímulo Supranormal Considerado no Contexto da Neuroplasticidade; Neurociência Sócio afetiva e Psicologia; Georgiadis, J. R. (2006); Mudanças Cerebrais Regionais de Corrente Sanguínea associadas com o orgasmo clitoriano Induzido em Mulheres Saudáveis; Jornal Europeu de Neurociência, edição 24, 11:3305-3316.   

[2] Hilton, D. L., e Watts, C. (2011). Vício em Pornografia: Uma perspectiva Neurocientífica; Neurologia Cirúrgica Internacional, 2: 19; (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3050060/) Angres, D. H. e Bettinardi-Angres, K. (2008). A Doença do Vício: Origens, Tratamento e Recuperação; Mensário de Doenças 54:696-721; Mick, T. M. e Hollander, E. (2006); Comportamento Sexual Impulsivo-Compulsivo, CNS Spectrums, 11 (12):944-955.

[3] Angres, D. H. e Bettinardi-Angres, K. (2008). A Doença do Vício: Origens, Tratamento e Recuperação; Mensário de Doenças 54: 696-721; Zillmann, D. (2000). Influência do Acesso Irrestrito ao conteúdo erótico por parte dos Adolescentes e Jovens Adultos - Disposições Acerca da Sexualidade, Jornal de Saúde Adolescente 27,2:41-44.

[4] Paul, P. (2010). Da Pornografia para o Pornô, do Pornô ao Porn: Como a Pornografia se tornou a Norma; In J. Stoner e D. Hughes (Eds.), Os custos sociais da Pornografia: uma coleção de Documentos (pags. 3-20); Princeton, N.J.: Witherspoon Institute.

[5] Capogrosso, P., Colicchia, M., Ventimiglia, E., Castagna, G., Clementi, M. C., Suardi, N., Castiglione, F., Briganti, A., Cantiello, F., Damiano, R., Montorsi, F., Salonia, A. (2013). Um dentre quatro pacientes diagnosticados com disfunção erétil é jovem — Um quadro preocupante sobre a prática clínica cotidiana; Jornal de Medicina Sexual 10,7:1833-41; Cera, N., Delli Pizzi, S., Di Pierro, E. D., Gambi, F., Tartaro, A., et al. (2012). Alterações Macroestruturais da Matéria cinzenta na Disfunão Erétil Psicogênica Subcortical. PLoS ONE 7, 6: e39118; Doidge, N. (2007). O Cérebro que muda a si mesmo; Nova York, Penguin Books, 105.

[6] Hilton, D. L. (2013). Vício em Pornografia - Um Estímulo Supranormal Considerado no Contexto da Neuroplasticidade. Neurociência Socioafetiva e Psicologia 3:20767; Robinson, M. and Wilson, G. (2012). Gostos sexuais são imutáveis?, Psicologia Hoje, 8 de novembro (http://www.psychologytoday.com/blog/cupids-poisoned-arrow/201211/are-sexual-tastes-immutable)

[7]  Jensen, Robert; Okrina, Debbie; Pornografia e Violência Sexual; National Resource Center on Domestic Violence (Centro Nacional de Pesquisa sobre Violência Doméstica):http://www.vawnet.org/sexual-violence/print-document.php?doc_id=418&find_type=web_desc_AR 

[8] Ackman, Dan; Qual o tamanho da indústria do pornô?; Forbes: http://www.forbes.com/forbes/welcome/


[9] ABC News; Lucros da Pornografia: os segredos corporativos da América: http://abcnews.go.com/Primetime/story?id=132001&page=1


[10] Deem, Gabe; Pornografia: muitos jovens assistem, saiba duas razões pelas quais isso é um problema; Huffington Post: http://www.huffingtonpost.com/gabe-deem/porn-many-teens-watch-it-_b_5450478.html
[11] Daubney, Martin; Pornografia pode mesmo transformar pessoas em criminosos?; Telegraph: http://www.telegraph.co.uk/men/thinking-man/11376283/Does-watching-porn-really-turn-people-into-violent-criminals.html 

Fonte: Ação Avante
Escrito por Clécio Pereira e Jean Carvalho
 
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